A Casa da Guarda surge a partir do aproveitamento de uma das três construções habitacionais que estavam localizadas na encosta do Morro do Valongo durante a construção do conjunto arquitetônico e paisagístico do Jardim Suspenso do Valongo, em 1906.
Com objetivo de manutenção e conservação, foi construída como um espaço administrativo e área para depósito de ferramentas. Foi nomeado um administrador para cuidar e dar segurança ao espaço, que passou a ser conhecido como "Guardião do Jardim".
Ao longo do tempo, desde sua fundação, a Casa da Guarda passou por diferentes tipos de usos, desde controle do estado à moradia popular. Transitou pelas apropriações populares e reapropriações do poder público.
Em 2010, após décadas de degradação, iniciou-se um novo ciclo a partir do projeto Porto Maravilha, que restaurou o Jardim Suspenso do Valongo, concluindo a obra em 2012.
Após a reforma, a Casa da Guarda, de 2015 a 2020, tornou-se a sede do Instituto Pequena África-IPA, sob a direção e gestão da Mãe Celina de Xangô e do mestre Griô Rubem Confete.
Em Maio de 2022, após dois anos fechada, através da iniciativa artística coletiva e de moradores da região, com objetivo de cuidado e zelo com o patrimônio local, foi criado o Casarão Cultural João de Alabá.
Seu nome é em homenagem ao antigo babalorixá, um dos pioneiros do Candomblé no Rio de Janeiro.
Segundo o testemunho de Tia Carmem do Xibuca, a Tia Ciata, matriarca do Samba, que foi mäe-pequena (Yá-Kékéré) do terreiro.
O lugar estava localizado na rua em frente ao Jardim Suspenso do Valongo e também à Casa da Guarda, na Rua Barão de São Félix, nº 174, que funcionou até o início do século XX.
O Casarão Cultural João de Alabá é um espaço multicultural que tem como objetivo desenvolver a educação social, ambiental e patrimonial através da cultura e da arte. No espaço encontram-se: exposições, passeios guiados, oficinas, workshop, cursos livres, peças teatrais, projetos musicais, lançamentos de livros, festas temáticas, cinema e entre outras atividades.
No Casarão funciona um Café com petiscos e bebidas geladas e uma loja com souvenir. O espaço é gerido pelo Instituto Cena Portuária, membro do Comitê Gestor do Cais do Valongo - Patrimônio da Humanidade.
Apresenta em seu catálogo uma exposição com imagens que compõem o acervo da UNESCO sobre o Valongo (zona de amortecimento).
Hoje, o Casarão Cultural João de Alabá é reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus- IBRAM como um Ponto de Memória e faz parte do Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana.